A morte nos faz cair em seu alçapão, / É uma mão que nos agarra / E nunca mais nos solta. / A morte para todos faz capa escura, / E faz da terra uma toalha; / Sem distinção ela nos serve, / Põe os segredos a descoberto, / A morte liberta o escravo, / A morte submete rei e papa / E paga a cada um seu salário, / E devolve ao pobre o que ele perde / E toma do rico o que ele abocanha.
(Hélinand de Froidmont. Os Versos da Morte. Poema do século XII. São Paulo : Ateliê Editorial / Editora Imaginário, 1996. 50, vv. 361-372)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Misteriosa tumba no cemitério de Christ Church [na ilha de Barbados]

Vazia por quase 200 anos. Vista do jazigo da família Chase, construído no século XVIII, no Cemitério de Christ Church, na baía de Oistins, ilha de Barbados, nas Pequenas Antilhas, próxima a costa da Venezuela. Imagem disponível no blog: http://secretarea.skyrock.com/6.html em 26/04/2010.


Artigo postado por Nathally Amisse em 25/02/2009 no site: www.sobrenatural.org a partir de uma tradução do original em francês denominado Le cimetiere de Christ Church publicado em 18/07/2005 no blog: Les Grands Mystéres < http://secretarea.skyrock.com/6.html >.



Num morro acima da baía de Oistins, no Ocidente [Pequenas Antilhas], você pode ver uma tumba vazia por quase 200 anos. Está sempre em perfeitas condições, mas continua vazia até a data de hoje, pela simples razão de que há caixões que são depositados nela e, imediatamente, jogados para fora ou colocados em estranhas posições. Os fatos são relativamente simples, descritos por muitas testemunhas e os juízes já estão habituados aos relatórios minuciosos e precisos das pessoas. Tudo ainda está arquivado nos arquivos britânicos, como [os da] ilha de Barbados e de Londres, incluindo as medições, desenhos e declarações sob juramento. Muito menos simples são as explicações possíveis. Terremoto? Esta é a tumba que se encontra na parte mais baixa e que, em qualquer caso, não tem efeito sobre outros túmulos do cemitério. Inundações? O cemitério é sobre uma colina e há ainda todas as outras tumbas que estão intactas.

Mapa da Ilha de Barbados. Imagem disponível em: http://www.barbadosbanker.com/?p=3


Ela ainda está esperando por uma explicação, uma vez que, no que diz respeito a fatos, que são considerados como certos e inquestionáveis.

Foto antiga do Jazigo dos Chase. Imagem disponível em: http://www.yourparanormal.co.uk/mysterious-moving-coffins-barbados/



A data desta tumba consta como construída na primeira metade do século XVIII. Tal como os outros túmulos da época, no mesmo cemitério, foi construída parcialmente no subsolo, em uma escavação de rocha, e por dois terços de paredes construídas em pedra, com uma pedra grande tipo laje utilizada como porta, formando uma pesada porta de cimento e selada após cada enterro. Esta tumba foi construída por uma família chamada Elliot, em 1724. A primeira pessoa que veio a falecer teve seu lugar com certeza...

Vista aerea da igreja parochial de Christ Church e do cemitério. Imagem disponível em: http://en.wikipedia.org/wiki/Chase_Vault

Alguns anos depois foi enterrada uma senhora chamada Thomasina Goddard, em 31 de Julho de 1807. Não está claro por que a Sra. Goddard foi sepultada na tumba da família Elliot, que era proprietária e que continuava em vida naquela época. Não se sabe também, nem como esta tumba, passou para a família Chase. Ainda assim, em 22 de Fevereiro de 1808, uma garota chamada Mary Ann Chase Maria, filha do Honorável Thomas Chase, foi morta e enterrada nesta tumba.

O túmulo foi aberto novamente em 6 de Julho de 1812, para receber o corpo de Dorcas Chase, irmã mais velha de Mary Ann. Os outros dois caixões anteriores, estavam em seu lugar. Um mês depois, em 9 de Agosto de 1812, Thomas Chase, que também faleceu, foi levado para a tumba. Foi descoberto, então, que os caixões das duas irmãs não estavam apenas deslocados, mas aparentemente jogados e mesmo lançados dentro do Túmulo. O caixão de Mary Ann estava no canto oposto de onde foi deixado e em pé na parede da tumba. Movidos pelo espanto, a família de Mary Ann pediu uma explicação que não poderia ter sido dada naquele momento. Tudo foi colocado em ordem e, como sempre, a tumba foi fechada e novamente lacrada. Pouco a pouco, foram esquecendo o incidente que aconteceu naquela tarde, naquele cemitério.

Outro aspecto do Jazigo da família Chase. Imagem disponível em:http://www.ghost-story.co.uk/stories/thechasevault.html


Quatro anos se passaram e um rapaz, Samuel Brewster Ames Chase (membro da mesma familia) morreu em seu turno, no dia 25 de Novembro de 1816, e devido ao último acontecimento o pessoal do cemitério decidiu abrir a tumba desta vez na presença dos membros da família. Todos os caixões, exceto o da primeira ocupante, Sra. Goddard, estavam soltos, em todos os sentidos, como se houvesse passado um furacão no local! Dois meses mais tarde a tumba foi aberta para abrigar outro falecido da família, Brewster, que foi morto durante uma rixa. Desta vez, todos os caixões estavam amontoados e com os pinos invertidos! Finalmente em 17 de Julho de 1819, a Sra. Thomasina Clarke foi levada para o cemitério. Novamente ao abrir a tumba, todos os caixões se encontravam chocados uns com os outros!

Lord Combermere, governador da ilha, com ajuda de acampamentos, trouxe todos os representantes da justiça e uma grande multidão para assistirem o enterro e a abertura da tumba. Lord Combermere assumiu comando das operações. Ele foi o primeiro a considerar o Túmulo como que feito por arquitetos. Pois todo o acesso dentro dele era impossível, a menos que a porta, com o cimento e os selos, tivessem sido arrombadas por algum mal feitor (mas que estavam intactas). O governador mandou colocar todos o caixões em ordem e, então espalhar areia no piso da tumba e deu o caso como encerrado. Todos os caixões foram novamente lacrados e colocados pinos novos, assim como foram certificados de estarem em bom estado, com exceção do caixão da Sra. Goddard, que já estava bastante gasto pelo tempo, e foi colocado em um canto da tumba.

Foram feitos planos e mapas de localização exata dos outros caixões, tudo foi verificado antes de lacrarem novamente a tumba.

O jazigo da família Chase aspecto externo e detalhe do interior. Imagens disponíveis em:http://cogitz.com/2009/09/27/the-eerie-case-of-the-chase-vault/#more-445


Oito meses mais tarde começaram os falatórios acerca do cemitério. Sem hesitação, Lord Combermere chama as autoridades religiosas e representantes do exército, arquitetos com os seus esboços e pedreiros, e em 18 de Abril de 1820, eles abriram a tumba na presença da família Chase. No interior da tumba não havia marcas na areia, os pinos em todos os caixões estavam intactos, não havia um traço sequer de arrastamento de objetos, nada... Mas todos os caixões estavam empilhados uns sobre os outros, alguns de cabeça para baixo, apoiados contra a parede!

Desenho demonstrando a movimentação dos caixões dentro do Jazigo da família Chase. Imagem disponível em:http://theshadowlands.net/famous/barbados.htm


A família Chase, apavorada, abandonou o que ela considerou hoje como "uma luta desigual e absurda". Ela mandou tirar todos os caixões e colocar em outra tumba...

E quanto a esta aí... Continua vazia, pois os fatos são inexplicáveis até a data de hoje!




Interior do Jazigo dos Chase. Imagem disponível em: http://www.slightlywarped.com/crapfactory/awesomemysteries/movingcoffins.htm





Veja o texto original em francês:


Veja também:

Texto "a dança dos mortos" no livro digital: "O livro dos fenômenos estranhos" de Charles Berlitz (páginas 102 a 103):



Conheça a explicação do Padre Quevedo sobre sobre esse fenômeno no texto: "Hoje se desvenda o mistério de Barbados" disponível na seção "Assombrações durante a morte!" publicado no seu site oficial "Centro Latino-Americano de Parapiscologia":

Diversos sites em inglês que tratam do mistério:

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