A morte nos faz cair em seu alçapão, / É uma mão que nos agarra / E nunca mais nos solta. / A morte para todos faz capa escura, / E faz da terra uma toalha; / Sem distinção ela nos serve, / Põe os segredos a descoberto, / A morte liberta o escravo, / A morte submete rei e papa / E paga a cada um seu salário, / E devolve ao pobre o que ele perde / E toma do rico o que ele abocanha.
(Hélinand de Froidmont. Os Versos da Morte. Poema do século XII. São Paulo : Ateliê Editorial / Editora Imaginário, 1996. 50, vv. 361-372)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

As marcas do esquecimento: Cemitérios Abandonados em Santa Catarina

O Cemitério Morro da Pedra, no bairro Vila Nova, é dividido em dois espaços. De um lado, túmulos mais preservados resistem ao abandono. Do outro lado, pouca coisa sobrou: apenas tijolos amontoados e lápides desfiguradas. Foto: A Notícia/Pena Filho [2009?].



Pelo menos 16 cemitérios antigos da área rural de Joinville estão abandonados

Artigo publicado no Jornal "A Notícia" de Joinville (SC), na Seção Geral, edição nº 573 de 02/11/2009.

A falta de manutenção caracteriza pelo menos 16 cemitérios esquecidos na região de Joinville. Alguns têm mais de cem anos e abrigam túmulos dos primeiros colonizadores da cidade.

Só no bairro Vila Nova, zona Oeste, há seis cemitérios em estado de abandono. Outros ficaram em ruínas e sumiram do mapa com o passar do tempo. O último levantamento da Prefeitura foi feito há dez anos e contou 37 cemitérios na região.

A gerente de patrimônio da Fundação Cultural de Joinville, Elizabete Tamanini, diz que a revitalização dos cemitérios inativos teria um custo muito alto.

Alguns cemitérios são conservados pela própria comunidade, que levanta fundos para bancar a preservação dos túmulos. No cemitério da Estrada Piraí, moradores colaboram com R$ 10 anualmente.
Foto: A Notícia/Pena Filho [2009?].

“São espaços ricos esteticamente, com várias expressões artísticas. A preservação desse patrimônio exige muitos recursos”, diz.

Na avaliação de Elizabete, a cidade precisaria de incentivo do Ministério da Cultura. A atualização do último inventário pode ajudar no tombamento de alguns deles. Segundo a gerente, um novo estudo está sendo feito e deve ficar pronto até fevereiro de 2010. “O estudo é parte de um programa de educação patrimonial. Ele será compartilhado com a secretaria de Educação, na sala de aula, pois os cemitérios também são espaços de memória da nossa cidade”, afirma.


Alguns túmulos do Cemitério dos Imigrantes da Estrada dos Morros, no bairro Vila Nova, ainda são visitados, mas há 33 sepulturas em ruínas. Foto: A Notícia/Pena Filho [2009?].

O Cemitério dos Imigrantes, na rua 15 de Novembro, no Centro, é o único tombado como patrimônio histórico. O lugar abriga também a Casa da Memória, com documentos e imagens sobre o passado da cidade.

Fonte:

http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&date=02/11/2009

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